802.11ac – uma nova realidade WiFi

Edson Cardoso é gerente de pré-vendas do Grupo Binário

O novo padrão do Wireless Fidelity está em fase final de desenvolvimento e promete ultrapassar a barreira do Megabit para Gigabit em ambientes sem fio.

 As soluções WiFi ainda são utilizadas pelas empresas como soluções de apoio a redes cabeadas. As implementações atuais têm limites, muitos desconhecidos pela maioria, que fazem com que a performance não atenda as necessidades, dando a impressão que WiFi não é uma solução para ser utilizada em produção.

 Esse mito deve-se, em grande parte, ao desconhecimento generalizado de cobertura, transmissão, densidade etc, que são fundamentais em um projeto de redes sem fio.

Os padrões atuais 802.11 a/b/g/n têm particularidades que, se não conhecidas e exploradas corretamente, vão se tornar mais um problema do que uma solução. O 802.11 b/g/n trabalha em 2.4Ghz, o que permite o uso de somente três canais sem overlapping e dificulta um bom dimensionamento de canais. Além disso, esse sinal é muito suscetível a interferências, já que telefones sem fio, bluetooth, mouses sem fio e outros aparelhos operam na mesma frequência.

O uso do 802.11 a/n possibilitou um aumento considerável de canais, pois ele opera em 5Ghz,  com 23 canais não sobrepostos e em frequência considerada limpa. No entanto, não adianta os Access Points operarem em 5Ghz se os devices não usam a mesma frequência, o que é uma realidade em praticamente 90% dos notebooks, netbooks, smartphones e tablets disponíveis no Brasil.

 Não é válido financeiramente investir em solução puramente 2.4Ghz. Apesar de serem mais baratas, não permitiram atualizações e obrigaram as empresas a substituir os APs por soluções 5Ghz, pois é disso que se trata o 802.11ac.

 Teoricamente, essa nova especificação vai habilitar multi-station WLAN com pelo menos 1 Gigabit por segundo. Isso será possível estendendo os conceitos alcançados pelo 802.11n: maior banda por RF (até 160 MHz), mais streams MIMO (até8), multi-user MIMO e modulações de alta densidade (até 256 QAM).

 A formalização desse standard deve ocorrer ainda no início de 2012, mas já há fabricantes que possuem equipamentos 802.11 ac ready, como Ruckus Wireless e XIRRUS, representados no Brasil pela Binário Integradora, uma das frentes de negócios do Grupo Binário.

Serviços de nota fiscal eletrônica são atacados no Brasil

Luiz Fernando Kasprik é gerente de divisão do Grupo Binário

Um novo tipo de ameaça começa a desafiar a segurança das redes corporativas e a exigir respostas rápidas da TI. Grupos de ciberativistas em movimentos de protestos, com objetivos políticos e ideológicos, atacaram recentemente sites de bancos brasileiros e derrubaram serviços do governo que processam a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). (Fonte: Computer World).

Ficaram foram do ar webservices de pelo menos  duas Secretarias de Fazenda, dos estados de São Paulo e Bahia. Ambos informaram que não houve perda de dados.

Muitas vezes quando abordamos o assunto segurança com nossos clientes percebo que ter anti-virus, um firewall e senhas mais fortes causam a sensação de proteção. Quando abordamos com maior profundidade o tema, chegando a camadas mais profundas, discutindo DDoS, IPS, IDS parece que estamos tentando “empurrar algo” que não tem utilidade e, isso pode piorar quando perguntamos quais as medidas estão sendo tomadas na camada virtual, cloud, etc.

Levamos praticamente todas as nossas operações para a TI, seja pela rede pública, privada e/ou cloud e me pergunto: porque alguém concebe que estamos seguros, ou mesmo cobertos na camada física, e que podemos deixar a camada virtual descoberta? É como tratar as redes sem fio sem os mesmos cuidados que temos com as cabeadas.

 Enquanto estamos discutindo esse tipo de coisas, existe um grupo de profissionais executando ataques e, pior do que derrubar ou deixar lentos os sites, estão roubando informações de forma profissional. Creio que a discussão sobre esse assunto deva ser aprofundada, de forma a cobrir estes lapsos.

Outsourcing e as operadoras

Thales Cyrino é diretor de serviços da QoS

A essência do outsourcing está para conseguir um serviço de melhor qualidade, em menor tempo e com o menor custo. Porém, se analisarmos estas três variáveis: qualidade, tempo e custo, chegamos a conclusão que é praticamente impossível conseguir otimizar as três.

Muitas empresas pensam em terceirizar ou realizar o outsourcing de uma de suas atividades com o objetivo de alcançar estas três metas. O que muitas vezes observamos é que quando não atingem uma delas voltam atrás e deixam de realizar o outsourcing. Por isso, antes de tomarmos a decisão de fazer ou não o outsourcing de uma de nossas atividades, devemos avaliar com calma o que queremos: melhor qualidade, menor custo ou agilidade? Na maioria dos casos é possível conciliar duas destas, e em poucos casos é possível conciliar as três.

Outro ponto de grande polêmica é quais atividades devemos realizar o outsourcing, em minha visão, devemos, somente e com certeza, realizar os que servem de apoio a atividade principal da empresa.  Nunca devemos incluir nessa lista atividades estratégicas e atividades fim.

Atividades simples, como serviço de limpeza, que não afeta em geral a atividade de uma empresa é um exemplo bem conhecido de outsourcing, existem muitas companhias que prestam serviço de limpeza terceirizado.

Agora, imaginem a seguinte situação: Sua empresa contrata uma determinada companhia para o serviço de limpeza diária, e quando você percebe outra companhia está realizando o serviço. Soa estranho, não? O que seria isso? Isso é uma quarteirização, ou seja, o outsourcing do outsourcing, o outsourcing de uma atividade fim. Na minha concepção, esse tipo de relação de serviço parece sem sentido, mas vem acontecendo em grandes empresas de telecomunicações no país.

Pare para pensar, quando sua empresa contrata um link de uma operadora, quem o instala? Um funcionário da operadora? Até aí tudo bem. Quando você liga para o Call Center, quem te atende?  Quem opera a rede? Quando a rede é concebida, quem concebe? Qual a atividade fim das operadoras?

Sou a favor do outsourcing das atividades das operadoras desde que não sejam das atividades fim, e quando estiverem muito relacionados às atividades fim, seja tratado com uma consultoria complementar, mantendo sob o seu controle a inteligência, a segurança e a qualidade do serviço. Se continuar da forma que está, em pouco tempo, as operadoras se tornaram apenas empresas de investimentos.

Sites brasileiros testam o IPv6

Luiz Fernando Kasprik é gerente de divisão do Grupo Binário

Na semana de 6 a 10/02, os sites brasileiros como a Globo,  iG, KingHost, Telefônica, Terra, UOL e a USP testaram o IPv6. A data coincide com a Campus Party, uma das maiores feiras de tecnologia do país, para que os campuseiros e participantes do evento auxiliem os portais web, provedores de conteúdo, provedores de acesso e serviços de internet gerando um tráfego real pelo novo protocolo de internet.

A Campus Party Brasil coincide com o que temos comentado e sugerido aos nossos clientes de forma consultiva e operacional. Os estoques de IPv4 ainda que não extintos completamente não constituem de forma alguma o futuro das aplicações e da camada de transporte. A mudança ocorrerá com maior ou menor exigência, conforme sugere o Gartner, para websites e e-mails em 2012, para redes internas (LAN, WAN) até 2015 e para Data Center´s, servidores e mainframes até 2021.

O fato é que esses investimentos precisam ser planejados, planificados e previstos, pois comumente os investimentos precisam ser protegidos por pelo menos cinco anos, ou seja, o que eu fizer agora deve refletir em 2017. Assim, as redes internas LAN e WAN precisam ser minuciosamente estudadas e os investimentos feitos de forma a não serem surpreendidos no futuro próximo. Diria que a ordem agora é olhar atentamente para switches, roteadores, e firewalls, além das aplicações que podem fornecer revezes desastrosos às estruturas de TI.

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